sábado, 11 de julho de 2009

"Seria uma honra para mim dirigir o Palmeiras" - Jorginho

Retorno a este blog e peço licença ao leitor para evocar uma figura já quase esquecida: Galeano. Aos torcedores mais jovens, esse pode ser um nome que soa estranho, como o de Vavá, o Peito de Aço. Arrepia-me até hoje lembrar a garra deste jogador. Depois de partir do Palmeiras, sua paixão maior, por obra e (des)graça do Luxa, ele foi aclamado pela torcida Alvi-Verde após perder um pênalti contra do time de Palestra Itália. "Aõ-ão-ão! Galeano é do Verdão!".

 

O grito apaixonado da torcida não condizia com o descaso do clube para com aquela figura. Saiu Galeano. Não era craque do gabarito de Ronalducho, mas tinha o peito de aço verde de um Vavá. Jogadores que o tempo fez o favor de separar em punhados de anos. Certamente, na época de Vavá, Galeano não encontraria clube de primeira linha para atuar. Não chegava a ser um daqueles jogadores de primeiro escalão. Mas, no Palmeiras, foi. Pela paixão declinada ao clube, afirmo: foi. E talvez ainda seja. Digo, sem medo de errar: se colocado novamente no elenco, Galeano arrebentaria os músculos pelo time.

 

Mais paixão do que razão, ele faria jus à camisa. Mais até do que qualquer outro ali (exceção ao Marcão). Mesmo jogando menos do que já jogou um dia. Galeano é figura para com a qual o Palmeiras tem, e terá sempre, uma dívida, pois ela é impagável. Uma dívida adquirida com a enorme ingratidão da instituição, que mais ouvidos deu ao técnico "Pula-fora-do-barco-que-ele-mesmo-furou", do que reconhecimento pela fibra do jogador, que chegou a ser eleito o melhor em campo. Repito: craque não era, mas tinha sangue verde vertendo das feridas conquistadas em campo.

 

Se esse mesmo sangue correr nas veias do Jorginho, que fique! E que vá para onde quiser o Muricy. Porque jogar no Palmeiras não é uma questão de dinheiro. É de amor. Que fique Jorginho, pois nós, torcedores, ficaremos com ele. E que a diretoria, essa coisa amorfa, comece a olhar para dentro de sua instituição, e ver que, lá dentro, existem peças moldadas pela história, e que darão o sangue pelo Alvi-Verde de Palestra Itália. Sem titubear.

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