quinta-feira, 30 de julho de 2009

O Muricy tem sangue verde, como Jorginho?

O Muricy estreou bem no Palmeiras. A raça com a qual nossos jogadores atuaram realmente reflete a posição do atual técnico. Raça e paciência. Mas devo confessar: a presença de Muricy no Verdão não me agrada. E tenho dois motivos.

Primeiro: para mim, como já disse em post recente, o Jorginho tem sangue verde correndo nas veias. Ele lembra os velhos "raçudos" do time, que transformavam as feridas adquiridas no campo em medalhas de comemoração às batalhas vencidas. Eu deixaria ele no time.

Segundo: o São Paulo tem uma estrutura diferente de outros times brasileiros, inclusive diferente do Palmeiras. E foi só a alta cúpula tricolor meter o bedelho no time, que a máquina desandou a perder. A estrutura são-paulina permite muito mais profissionalismo por parte do técnico no trato com os jogadores. Mesmo assim, os fatos recentes mostram que esse trato profissional sofre com a falta de profissionalismo da mais profissional diretoria do futebol comercial brasileiro. No palmeiras, temo que o mesmo aconteça, e, no alto turbilhão do campeonato, o Muricy saia por discordar da "política porca" dos diretores, deixando um time sem comando.

De qualquer forma, devemos reconhecer que Muricy é hoje um dos melhores técnicos brasileiros. Torcemos para que o Palmeiras arrebente nesse campeonato. Mas foi sob a batuta de Jorginho que o time mais me empolgou. Tomara que, com Muricy, a empolgação dure até o fim do Campeonato Brasileiro. E que Diego Souza não sai voando pela janela.
*Na foto, diego Souza comemora o gol com Muricy, na vitória palmeirense contra o Fluminense.

domingo, 26 de julho de 2009

Clássico: idas e vindas



Talvez o resultado do jogo seja apenas um detalhe da partida de hoje entre Corinthians e Palmeiras, em Presidente Prudente. O que todo mundo quer saber é se o Muricy dará “pitaco” na escalação da equipe palmeirense e como o professor Mano se preparou após os desfalques recentes.

E vamos para mais um capítulo da novela do vai e vem do Muricy. Sua primeira cena dramática com a camisa do Palmeiras foi dizer que não é um traidor, pois não “saiu” do São Paulo e, sim, foi mandado embora. Os palmeirenses parecem não ter gostado muito disso, pois é quase que afirmar que estar no Palmeiras é por pura sobrevivência!

Já no Parque São Jorge, o professor Mano parece estar acostumado com os desfalques, e afirma que já está preparado para uma possível saída do goleiro Felipe, que por sua vez diz que não existe nenhuma proposta.

É fato que se houver vitória do Corinthians, a culpa será do técnico adversário que ficará a distância, e caso contrário, a culpa será do desfalque corintiano.

De qualquer maneira, um clássico é sempre uma caixinha de surpresas, ainda mais quando se tem Ronaldo e Muricy em cena. Vamos aguardar e, no meu caso, torcer pelo Timão!

domingo, 12 de julho de 2009

Batalha dos corintianos e a fuga das palavras (Grêmio 3 x 0 Corinthians)


Talvez eu tenha me deixado dominar
Talvez não seja tão ruim quanto pareça
Talvez eu fique remoendo por dias
Talvez amanhã eu esqueça
Contudo, não quero ficar indiferente
A questão é: onde estão as palavras de minha mente agora?
Talvez eu descubra no próximo jogo!

sábado, 11 de julho de 2009

"Seria uma honra para mim dirigir o Palmeiras" - Jorginho

Retorno a este blog e peço licença ao leitor para evocar uma figura já quase esquecida: Galeano. Aos torcedores mais jovens, esse pode ser um nome que soa estranho, como o de Vavá, o Peito de Aço. Arrepia-me até hoje lembrar a garra deste jogador. Depois de partir do Palmeiras, sua paixão maior, por obra e (des)graça do Luxa, ele foi aclamado pela torcida Alvi-Verde após perder um pênalti contra do time de Palestra Itália. "Aõ-ão-ão! Galeano é do Verdão!".

 

O grito apaixonado da torcida não condizia com o descaso do clube para com aquela figura. Saiu Galeano. Não era craque do gabarito de Ronalducho, mas tinha o peito de aço verde de um Vavá. Jogadores que o tempo fez o favor de separar em punhados de anos. Certamente, na época de Vavá, Galeano não encontraria clube de primeira linha para atuar. Não chegava a ser um daqueles jogadores de primeiro escalão. Mas, no Palmeiras, foi. Pela paixão declinada ao clube, afirmo: foi. E talvez ainda seja. Digo, sem medo de errar: se colocado novamente no elenco, Galeano arrebentaria os músculos pelo time.

 

Mais paixão do que razão, ele faria jus à camisa. Mais até do que qualquer outro ali (exceção ao Marcão). Mesmo jogando menos do que já jogou um dia. Galeano é figura para com a qual o Palmeiras tem, e terá sempre, uma dívida, pois ela é impagável. Uma dívida adquirida com a enorme ingratidão da instituição, que mais ouvidos deu ao técnico "Pula-fora-do-barco-que-ele-mesmo-furou", do que reconhecimento pela fibra do jogador, que chegou a ser eleito o melhor em campo. Repito: craque não era, mas tinha sangue verde vertendo das feridas conquistadas em campo.

 

Se esse mesmo sangue correr nas veias do Jorginho, que fique! E que vá para onde quiser o Muricy. Porque jogar no Palmeiras não é uma questão de dinheiro. É de amor. Que fique Jorginho, pois nós, torcedores, ficaremos com ele. E que a diretoria, essa coisa amorfa, comece a olhar para dentro de sua instituição, e ver que, lá dentro, existem peças moldadas pela história, e que darão o sangue pelo Alvi-Verde de Palestra Itália. Sem titubear.

quarta-feira, 8 de julho de 2009

O gene corrúpto

Instigado pela Boi na Rede, sou obrigado a me manifestar sobre a possível contratação do Muricy Ramalho pelo Verdão. A contratação em si é uma discussão, o que proponho aqui é outro aspecto, que ladeia o primeiro. E pode ser iniciado com a seguinte pergunta: o que levou Muricy, o calejado técnico são-paulino, a deixar o clube?

A primeira resposta pode ser a mais óbvia. A sequencia de derrotas o puseram no chão, tirando das nuvens nas quais ele flutuava havia anos. Mas esse ainda não é o aspecto mais importante. Ou ao menos não é a resposta mais correta (sim, no futebol, a resposta pode ser meio correta, como uma mulher meio grávida). Assim como um copo meio cheio também está meio vazio, dizer que as derrotas derrubaram Muricy é o mesmo que dizer que as vitórias foram conseguidas somente por ele. Só é verdade por algum ângulo.

Vejamos o quadro: o Muricy vinha voando baixo, bebendo água direto na fonte da deusa Vitória. Tanto, que a ele poderia ser dado o título de vencedor dos vencedores, o verdadeiro "olímpico". Mas, de repente, o homem desabou de seu pedestal e espatifou-se no chão (isso é mentira, e veremos o motivo). Nem Ulisses teve tão amargo destino após a vitória.

Se a culpa pelas derrotas fosse de Muricy, certamente não o estariam querendo como técnico agora. É verdade que, às vezes, perde-se o controle do time, e ele se desmancha em derrotas consecutivas. Foi o caso? Talvez. Mas a perda de controle não se deveu a ele. Não somente a ele.

Me lembro bem de quando a tabela virou-se contra o São Paulo. Foi pouco depois da contratação do Coração Valente, o quase-rei Bretão Washington. Dagol, o bravo, vislumbrou o distanciamento de seu posto. Os gols, agora, caberiam ao Coração Valente. Foi aqui, nesse momento, que mostrou-se a tragédia são-paulina e de todos os clubes brasileiros: a diretoria. Incompetente, irresponsável. Odiosa, até. Foi graças a ela, e tão-somente a ela, que caiu Muricy. Que a tabela virou-se contra o São Paulo. E que agora os torcedores do velho santo mergulharão, naufragarão, nas águas da irremediável - derrota!

Por isso Muricy não se espatifou no chão. Por isso Muricy continua por cima, enquanto o São Paulo começa a cavar por baixo. E não por outro motivo que ele deveria ser o técnico da Seleção Brasileira (apesar do Ricardo Teixeira, bem pior do que os dirigentes do São Paulo).

Agora, discutir em qual time ele deve se instalar, baseado somente na questão da tradição, é o mesmo que tentar comparar a civilização grega com a minóica , dizendo que uma é superior à outra porque uma sobreviveu até hoje, enquanto a outra foi digerida pelas mesclas e pelo tempo.

Está na genética do futebol brasileiro: o cartola, esse mal terrivel e aparentemente insuperável, que se enrola como víbora a espera de dar o bote, é o gene responsável por essas mutações, que acabam marginalizando técnicos de ponta. Felipão se mandou para a margem do Brasil. Veremos se Muricy também irá.

Os dirigentes do São Paulo são tidos como alguns dos melhores do Brasil. São tão imundos quanto todos os outros.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Quem dá mais? Inter ou Palmeiras?


Depois da inesperada saída do São Paulo, Muricy Ramalho, o famoso técnico rabugento, mas que “todo mundo” adora, pode agora escolher seu novo casamento.

Com a saída de Vanderlei Luxemburgo, o Palmeiras não perdeu tempo e foi atrás de Muricy. Porém, o clube do Palestra Itália, pelo que tudo indica, sairá perdendo nesse “jogo”, pois Muricy está demorando demais para falar sim ao "casamento" e há rumores de proposta feita pelo Inter.

Vamos aguardar o próximo capítulo e ver quem bate o martelo!

segunda-feira, 6 de julho de 2009

O bom filho à casa torna


O Corinthians confirmou nesta segunda-feira a contratação do volante Edu, que estava no Valencia (ESP). Com 31 anos, Eduardo César Daudi Gaspar ganhou destaque no timão na conquista da Copa São Paulo de Juniores em1999. Na ocasião, Edu marcou o gol do título sobre o Vasco. Relembrando: foram 83 jogos disputados por Edu com a camisa corintiana e quatro títulos conquistados: Paulistão (1999), Brasileiro (1998 e 1999) e Mundial de Clubes (2000). (Fontes: Lancenet e GloboEsporte)

Com essa notícia podemos ver que a tendência é cada vez mais ver brasileiros jogando em times brasileiros!

domingo, 5 de julho de 2009

TIMÃO TRI CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL


Passado um ano, volto a atualizar este blog com a notícia da magnífica classificação do Sport Club Corinthians Paulista (TIMÃO) para a Libertadores 2010, ano de seu centenário.

Depois de um ano de tristeza, um ano com muitas alegrias!
Parabéns a nação Corinthiana!!!

BOI NA REDE