quarta-feira, 23 de abril de 2008

E o futebol a cada dia mostra mais a sua beleza. O famoso "tudo pode acontecer" é a força que o move.
Quando o juíz apita decretando o início da partida, cada lance é uma emoção e uma chance de mudar todo o cenário.
Um gol aos 47 do segundo tempo, um gol ilegítimo que é validado, um gol legítimo que é anulado.
Cartões vermelhos, amarelos, substituições, lesões.
Escanteios, cobranças de falta, pênaltis.
Ingredientes que, juntos, dão vida ao esporte que, por conseqüência, dá vida às pessoas.
É a arquibancada que grita e vibra no compasso da corrida do jogador em direção ao gol. E quando a bola balança a rede, não há dúvidas: os corações pulsam no mesmo ritmo acelerado e as vozes entoam o mesmo canto.
É gol, é mágica, é paixão.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

O ADEUS DO ÚLTIMO GÊNIO

"- Oficialmente não jogo mais. Parei. Minha fase passou. Tenho consciência de que tudo foi muito divertido. Pensei, repensei. Agora parei".

Essas são as últimas palavras de Romário como jogador de futebol.
O que se perde realmente com essa despedida?
Se perde o último dos gênios dos campos de futebol, se perde uma pessoa verdadeira, autêntica, obstinada pelo sues objetivos e desejos.
Se perde o homem que papai do céu olhou e disse: "Esse é o cara".
Minha história com Romário é muito peculiar. Nunca escondi de ninguém que o jogador que eu mais admirava com a camisa do meu Vasco era o Edmundo, fato esse que me fazia ter alguma ressalva sobre ele.
Fato é que nunca presenciei e talvez nunca mais veja alguém que tenha um poder de decidir como ele. Um fato que ilustra muito bem isso aconteceu em 2005 quando passavamos talvez o pior momento da nossa história atual no futebol, aonde tinhamos perdido de sete do atlético-pr, estavamos em último no campeonato brasileiro, jogavamos contra o são caetano e perdiamos de 2 a 0, quando inesperadamente empatamos o jogo sem um gol sequer de Romário.
Só que ali o destino apontava para ele de novo e aos 47 do segundo tempo, Romário inesperadamente volta ao campo de defesa do Vasco para ajudar em um escanteio. vendo o jogo penso: "Logo ele, baixinho daquele jeito quer ajudar na defesa". E não é que o baixinho ajuda, no escanteio o zagueiro corta e a bola caí nos pés de Romário, que rapidamente avança e faz um lançamento do seu campo de defesa nos pés de Alex Dias que faz o gol da virada e o da fuga da última colocação.
Esse depoimento longo, já vai tomar um sentido.
Ao sair do estádio, cercado pelos jornalistas e aclamados pelos torcedores, Romário chama para sí a responsabilidade do time e crava que não acontecerá o rebaixamento do Vasco. dita essas palavras não só não caímos como ele ainda foi o artilheiro do campeonato com 21 gols.
Esse é Romário. Cara predestinado, sincero e o melhor de tudo.
Sabia que poderia vencer e venceu.
Aqui eu peço minhas humildes desculpas se um dia duvidei de sua capacidade. Você me fez ver coisas inacreditáveis nos gramados, desde os tempos que eu te via quando era pequinininho em Resende junto a meu pai, até o seu milésimo gol que eu esperei e banquei que aconteceria.
PS: Grato eternamente pelo título inesquecível da Mercosul 2000, do chocalete de Páscoa, do brasileiro 2000 e dos gols contra o Flamengo.

quarta-feira, 9 de abril de 2008

A magia do futebol

Peço licença ao meu amigo enxadrista para aqui fugir um pouco da minha obrigação que era de escrever sobre a corrida de domingo. Não há o que falar da vitória de Felipe Massa pois a corrida (meu deus do céu) foi uma chaticeeeeeeeeeeeeee. Monótona que se decidiu nos primeiros metros da corrida.
Também não gosto de falar de uma pessoa que só sabe reconhecer seus méritos, ignorando sempre seus erros e atrapalhamentos para não falar outra palavra. O que fica da corrida é que a saudade da F1 dos anos 80 está cada vez mais forte.
Lamurias e saudosismo a parte, quero expressar que agora sim começa o futebol brasileiro para valer. As fases finais estão aí e promete movimentar o emocional dos torcedores. Uma amostra tivemos nesse último final de semana quando grandes jogos definiram o destino de grandes times. Grandes times ou grande histórias?
Corinthians, Santos e Grêmio deram adeus aos seus respectivos campeonatos regionais, salvo o Santos que ainda disputa a Libertadores da América, corinthianos e gremistas abram os olhos. Desclassificações sumárias assim é que alguma coisa está errada.
OUTRO ALERTA - Vasco e Atlético Mineiro fiquem espertos. Times fracos que não são merecedores de títulos. Somente luta não ganha jogo, tem que ter organização e qualidade para ser campeão.
PARTICULAR - Fora a crítica que fiz ao meu amor maior Vasco, o jogo de domingo contra a urubuzada mexeu comigo. A tempos não via um Vasco tão guerreiro contra a parte pobre como nesse jogo. Jogamos mal como sempre, mas lutamos como nunca. Foi na raça esse empate, agora vamos com tudo para cima de nossos fregueses tricolores. Falando em tricolores, vou deixar aqui uma reflexão. Imaginem se o Vasco não tivesse ajudado o Fluminense na virada de mesa para não cair em 96, como estaria esse clube? Façamos uma breve clonologia. Se ele realmente tivesse caído em 96, em 97 jogaria na segunda, em 98 quase sem time como ele esteve jogaria a terceira e em 99 estaria aonde o "glorioso tricolor das laranjeiras" se não há mais divisões no futebol nacional?