Imagine um estádio lotado de torcedores todos numa mesma sintonia, com uma energia inexplicável que transborda nos gritos de guerra e nas mais diversas expressões. No mundo inteiro, e principalmente no Brasil, há sempre um coração batendo mais forte por uma jogada emocionante, por um gol. Agora pense em todo o capital em giro, em todas as instituições formadas e em todas as mobilizações feitas em torno desse universo futebolístico. Pronto!
A pergunta é simples: esse universo rende ou não uma pesquisa para trabalho acadêmico?
O preconceito com jornalismo esportivo é algo que atinge até mesmo o meio acadêmico que se diz aberto as novas idéias, ainda mais se misturado ao preconceito com a cultura popular do futebol. Pode não ser algo declarado, mas a resistência e a falta de interesse de algumas instituições de ensino diante do assunto é tamanho, que acaba por refletindo nos futuros profissionais de comunicação.
Não há como fugir desse universo, ainda mais no Brasil, onde se respira futebol. Porém, não são apenas os resultados de jogos que interessam aos torcedores, ou simplesmente aos curiosos do futebol. Eles procuram por ciência e arte, querem se sentir integrados a um mundo diferente daquele que encontram no seu dia a dia, mas de maneira nenhuma se alienar. É apenas uma forma de respirar diante dos problemas diários.
Essa arte e essa ciência vêm do conhecimento, mesmo que esses sejam movidos pela paixão! Só transforma quem conhece!
Muuu
sexta-feira, 9 de maio de 2008
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