quarta-feira, 19 de março de 2008

Abrem-se as cortinas para o espetáculo da velocidade

Começou a temporada 2008 da Fórmula 1, e a prova da Austrália foi um espetáculo a parte. Primeira corrida desde 2002 sem o controle de tração (sistema eletrônico cuja função é manter a tração das rodas, garantindo que não haja derrapagem durante o período em que houver aceleração) a prova teve tudo aquilo que os amantes da velocidade esperavam.
Ultrapassagens, batidas, erros de pilotos, e uma vitória incontestável de Lewis Hamilton, com Nick Heidfeld em segundo com, mostrando que a BMW pode ser um grande incômodo para as demais equipes, e Nico Rosberg que chegou com a Williams em terceiro lugar fazendo seu primeiro pódio na carreira.
Pode-se ver alguns pontos interessantes na corrida australiana. O primeiro é claro foi o show de fritadas de pneus desde a volta de apresentação, ainda reflexo da readaptação ao carro sem o controle de tração.
Outro aspecto importante foi a superioridade das McLaren em relação aos outros na prova. O carro foi impecável e andou muito, tanto nos treinos quanto na corrida. Hamilton ganhou de ponta a ponta com extrema facilidade, sem em momento algum ser incomodado.
Já o terceiro vai para o incrível acidente do piloto da Toyota Timo Glock. O piloto perdeu o controle, passou por cima de um montinho “assassino”, o carro de despedaçou, rodou três vezes e por sorte bateu de leve no muro, sem causar maiores conseqüências ao piloto.
A temporada não começou bem para os brasileiros. Nelsinho Piquet foi tocado logo na largada e não conseguiu mostrar na pista e abandonou a prova na trigésima volta. Felipe Massa errou e errou. Na primeira curva colocou uma marcha errada, rodou até bater o bico do seu carro contra o muro das ruas de Melbourne. Depois forçou uma ultrapassagem em Coulthard, em um ponto difícil, por dentro, acertando em cheio o meio do carro do escocês e lhe tirando da corrida, Depois disso abandonou.
Já Rubens Barrichello fazia uma corrida perfeita, saindo da décima posição para o terceiro lugar até a equipe acabar com sua corrida. Foi chamado para o boxe em uma hora proibida; ao sair levou consigo o mecânico responsável pelo reabastecimento (isento de culpa, pois o mecânico que fica com a placa de liberação do carro levantou a mesma placa antes do tempo) e ainda por cima saiu do boxe com o sinal fechado. Teria terminado em sexto, mas foi desclassificado.
PONTO POSITIVO: A volta das ultrapassagens e de bons pegas na F1, onde o piloto é o que faz a diferença e não o carro.
PONTO NEGATIVO: Felipe Massa. Às vezes transforma seu arrojo em grandes trapalhadas.

Um comentário:

Anônimo disse...

Parabéns pela iniciativa. Concordo em partes com o Menino do Rio. Certamente, o fim do controle de tração dará mais emoção para a categoria, essencialmente em circuitos de rua como Canadá e Mônaco que não permitem o erro.
Quando ao Barrichello acredito que ele foi um dos grandes culpados por sua desclassificação. Entrar no pit com ele fechado (erro da equipe)torna-se aceitável caso ele não tivesse mais combustível, no entanto, sair com ele em sinal vermelho é um erro primário. A desculpa do "não vi" não passa de um chororô, em moda também na F1.